Adoçante aspartame ou mel: qual escolher?

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Por  Dalcia Klimaczewski  |  Nutricionista - CRN 8 12426 Publicado em 22 de junho de 2017 | Atualizado em 26 de junho de 2019

Adoçante ou mel: ambos são usados para adoçar alimentos e bebidas, mas, nutricionalmente, você sabe qual é melhor para a saúde?

O mel é derivado do néctar e de outras secreções naturais das plantas que são coletadas e processadas pelas abelhas, ou seja, é um produto natural. Já o aspartame é produzido a partir de dois aminoácidos, a fenilalanina e o ácido aspártico, e metano, sendo então um produto artificial.

Em relação ao poder adoçante, o aspartame sai na frente, pois, apesar de o mel ser mais doce do que a sacarose (açúcar de mesa), o adoçante aspartame apresenta um poder adoçante 200 vezes maior. Por isso, deve-se atentar para a quantidade de adoçante utilizada, pois apenas algumas gotas adoçam muito mais do que várias colheres de açúcar.

O mel costuma ser mais doce do que o açúcar de mesa pelo fato de apresentar uma grande quantidade de frutose e glicose livres, visto que a frutose apresenta um poder de doçura 170 vezes maior do que a sacarose.

Em relação às calorias, o aspartame apresenta 4 Kcal por grama, igual ao açúcar de mesa, porém, pelo seu maior poder adoçante, pode ser usado numa quantidade bem menor, o que diminui consideravelmente a quantidade de calorias no final. Já o mel tem 3 Kcal por grama, mas deve ser usado em uma quantidade maior do que o aspartame para alcançar o mesmo poder adoçante.

Mas então, adoçante ou mel?

Segundo estudos, apesar de o aspartame possuir um poder adoçante maior e poder ser usado em quantidades menores, o que resulta em menos calorias no final, este adoçante pode apresentar riscos carcinogênicos, visto que é um produto artificial.

Além disso, vários estudos já demonstraram que o aspartame é contraindicado para gestantes, pois possui efeitos adversos incertos sobre o feto. Também é contraindicado para portadores da doença fenilcetonúria, uma anomalia rara que ocorre em pessoas que o organismo é incapaz de metabolizar a fenilalanina, presente no aspartame.

O aspartame é mais indicado para os diabéticos e não deve ultrapassar a dose diária de 40mg/Kg corporal.

Já o mel não possui contraindicações e, além disso, possui propriedades como: poder antimicrobiano, ajudando o corpo a combater as bactérias patogênicas; compostos antioxidantes, que controlam os radicais livres e previnem o envelhecimento; e os prebióticos, que melhoram o balanço da flora intestinal favorecendo o crescimento de bactérias benéficas.

Portanto, na hora de escolher entre adoçante ou mel, pense além das calorias, priorizando sempre a sua saúde. Leve em conta as propriedades benéficas do mel e os possíveis efeitos adversos do aspartame na hora de adoçar os seus alimentos e bebidas.

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Dalcia Klimaczewski

Nutricionista

Formada em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pós-graduanda em Comportamento e Transtornos Alimentares pelo Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar (IPCAC).

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