Conheça os adoçantes naturais: xilitol e eritritol

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Por  Equipe Onique  |  Publicado em 17 de agosto de 2017 | Atualizado em 03 de agosto de 2018

Os adoçantes naturais funcionam como substitutos do açúcar em casos em que haja necessidade de restrição deste nutriente, como na diabetes, para adoçar os alimentos, realçando o sabor destes.

Além do adoçante natural estévia, já bem conhecido, existem outros, como o xilitol e o eritritol, que também são 100% naturais.

Ambos são considerados açúcares de álcool de baixa caloria e são encontrados em alimentos de origem vegetal como as frutas, porém possuem algumas características diferentes.

O xilitol

É um carboidrato natural com poder adoçante semelhante ao da sacarose (açúcar) e com valor calórico menor, fornecendo uma média de 2,4Kcal por grama de produto contra 4Kcal por grama de açúcar convencional. Apresenta-se como um pó branco, cristalino, sem odor, altamente solúvel em água.

O xilitol é proveniente das fibras de vários vegetais, como o milho, a ameixa e a framboesa, por exemplo, assim como em leveduras e cogumelos, porém em quantidades muito baixas, abaixo de 0,9g/100g de alimento. Portanto, normalmente não é extraído desses alimentos, e sim produzido.

Existem dois principais processos de produção industrial economicamente viáveis. Uma das maneiras é por hidrogenação catalítica de soluções ricas em xilose, porém este processo requer onerosos passos de purificação para obtenção do xilitol puro.

Alternativamente, pode ser produzido por métodos biotecnológicos utilizando leveduras e/ou enzimas, a partir da fermentação de hidrolisados lignocelulósicos de resíduos agroindustriais como farelo de cevada, casca de aveia, palha de arroz ou trigo, folhas e sabugo de milho e até madeira de eucalipto. Logo, esse método se mostra como boa alternativa agroecológica, pois reutiliza resíduos normalmente dispensados para o meio ambiente.

Ao contrário dos açúcares convencionais, o xilitol não depende de insulina para ser metabolizado pelo organismo, sendo, por isso, bem tolerado por pessoas portadoras de diabetes mellitus tipo 1 ou 2.

Os diabéticos têm uma redução parcial ou total na produção de insulina e o uso desse adoçante em quantidades adequadas não aumenta a necessidade do hormônio, auxiliando no controle glicêmico.

Outra vantagem é que sua absorção pelo intestino é consideravelmente lenta. Durante seu metabolismo, a energia gerada é primeiramente estocada no fígado como glicogênio e depois liberada gradativamente para a corrente sanguínea. Por isso, ele é considerado um produto de baixo índice glicêmico, não causando mudanças bruscas na concentração de glicose no sangue após o consumo.

Este adoçante natural também pode ser usado como conservante de produtos alimentícios, pois possui elevada estabilidade química e microbiológica, aumentando, portanto, a resistência ao crescimento de microrganismos e prolongando a vida de prateleira desses produtos.

É considerado uma substância atóxica, classificada pela Food and Drug Administration (FDA) como um aditivo do tipo GRAS (Generally Regarded as Safe). Sua incorporação em alimentos é legalmente permitida desde 1963 e de alto valor para as indústrias alimentícia e farmacêutica.

Comumente é adicionado a balas, caramelos, confeitos, chocolates, sorvetes, geléias e bebidas em que se pretende reduzir o valor calórico ou aumentar a doçura. Também pode substituir a lactose em alguns alimentos, abrindo um novo campo de aplicação em casos de indivíduos intolerantes a lactose.

Outra característica do xilitol é o fato deste produzir um efeito refrescante na boca quando entra em contato com a saliva. Por isso, é muito usado na produção de balas e gomas de mascar para realçar o sabor de menta.

De acordo com a literatura, ele é extremamente bem tolerado quando ingerido em doses de até 20g e quando não se ultrapassa o limite diário de 60g, pois em doses maiores pode causar efeitos inconvenientes no sistema digestório, como diarreia.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não estabeleceu um limite para a ingestão diária aceitável deste edulcorante e a FDA indica que a quantidade consumida deve ser somente a mínima necessária para atingir o sabor adocicado desejado.

Alguns autores ainda citam esse adoçante como atuante na prevenção ou no combate à otite média aguda e infecções respiratórias, inibindo o crescimento de bactéria que causam sinusites e infecções no ouvido médio. Esses micro-organismos não são capazes de metabolizar a substância e tem seu crescimento e sobrevida afetados. Estudos mostram uma redução de até 40% das ocorrências de otite média em crianças.

O adoçante natural tem sido alvo de pesquisas referentes a aplicação do produto na cura ou controle de processos inflamatórios. Esses estudos têm se mostrado promissores, indicando que é possível obter resultados positivos em curto período de tratamento com baixas doses da substância, sem prejudicar o funcionamento geral do organismo.

O xilitol também parece auxiliar na prevenção da osteoporose por promover o aumento da massa dos ossos, uma vez que estimula a absorção de cálcio pelo intestino e facilita sua passagem do sangue para o tecido ósseo. Também preserva os minerais neles existentes e evita o enfraquecimento ósseo.

O eritritol

Esse outro adoçante natural também é um poliol e se apresenta como um pó branco e cristalino com doçura de aproximadamente 70% da sacarose. É estável a altas temperaturas, podendo ser utilizado em preparações que exijam calor.

Por ter sabor muito similar ao açúcar tradicional, pode ser uma boa opção para quem se incomoda com outros adoçantes de sabor mais amargo, como o estévia.

É obtido através da fermentação de algumas frutas, cogumelos ou outros alimentos fermentados, podendo inclusive ser produzido a partir de processo fermentativo aeróbico da sacarose.

Ele é mais vantajoso em relação ao xilitol pelo fato de não conter nenhuma caloria, além de possuir 70% do poder adoçante do açúcar tradicional e somente 6% de suas calorias. Enquanto o adoçante anterior tem 2,4 calorias por grama, esse número cai para 0,2Kcal/g no caso do eritritol.

Assim como o xilitol, o eritritol também não é metabolizado pelo organismo e não depende do hormônio insulina, podendo então ser usado por diabéticos.

Ainda, ambos os adoçantes naturais, xilitol e eritritol, possuem propriedades anticariogênicas, ou seja, previnem as cáries uma vez que essas substâncias não são fermentadas pelos micro-organismos na flora bucal.

Estudos mostram que o xilitol e o eritritol estimulam a salivação pelos seus sabores agradáveis, aumentando também a quantidade dos minerais nela presentes. Alguns destes minerais, como os íons cálcio e fosfato, são responsáveis por promover a remineralização dos dentes, ajudando a reverter as cáries em estágio inicial.

Além disso, eles também influenciam no pH da saliva e na sua atividade bacteriostática, e reduzem a aderência de polissacarídeos aos dentes, tornando o ambiente bucal desfavorável ao desenvolvimento das cáries. Portanto, são frequentemente utilizados em cremes dentais e soluções para lavagem bucal.

Então é melhor substituir o açúcar pelos adoçantes naturais?

Quando consumidos em excesso, os adoçantes naturais xilitol e eritritol podem causar náuseas, gases, desconfortos abdominais e, por acelerarem o trânsito intestinal, podem apresentar efeito laxativo.

Então, apesar de apresentarem algumas vantagens em relação ao açúcar tradicional, estes adoçantes naturais devem ser usados com moderação, sendo mais indicados para pacientes diabéticos, pois estes precisam controlar a ingestão de carboidratos.

Você pode substituir o açúcar refinado por outros menos processados, como o demerara e o mascavo, ou até mesmo pelo açúcar de coco.

O ideal para uma alimentação saudável é ter moderação e equilíbrio na ingestão de todos os alimentos, inclusive na de açúcares e adoçantes naturais ou artificiais. Quanto mais você conseguir sentir o sabor dos alimentos de forma natural, sem necessidade de acrescentar um sabor adocicado, mais saudável será.[vc_row css=”.vc_custom_1478024067242{margin-right: 5px !important;padding-top: 15px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 25px !important;padding-left: 20px !important;background-color: #f1f5f8 !important;border-radius: 4px !important;}”][vc_column width=”1/6″ css=”.vc_custom_1467746880870{margin-right: -30px !important;}”][vc_single_image image=”12514″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_circle_2″ onclick=”custom_link”][/vc_column][vc_column width=”5/6″][vc_column_text]Equipe Geração Fit[/vc_column_text][vc_column_text]

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