Água alcalina ajuda a baixar o pH do sangue: Mito ou Verdade?

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Por  Dalcia Klimaczewski  |  Nutricionista - CRN 8 12426 Publicado em 06 de abril de 2017 | Atualizado em 03 de agosto de 2018

A água alcalina é chamada assim por apresentar um pH entre 8,5 e 10, aproximadamente. A alcalinidade dessa água é derivada das substâncias que ela apresenta, como o bicarbonato de sódio e o magnésio, por exemplo.

Mas será que a água alcalina é capaz de alterar o pH do sangue? Descubra agora.

Controle do pH sanguíneo

O sangue é levemente alcalino, com pH na faixa entre 7,35 e 7,45. Caso o pH do sangue fique muito abaixo (acidose metabólica) ou muito acima (alcalose metabólica) dos valores referidos, a atividade de diversas enzimas e proteínas importantes para o funcionamento do organismo é comprometida, fazendo com que os órgãos e/ou sistemas do corpo deixem de exercer suas funções fisiológicas adequadamente, podendo levar até à morte.

Para evitar que isso aconteça, o nosso organismo apresenta sistemas de tamponamento próprios para manter o pH sanguíneo na faixa ideal.

Isso acontece através de três mecanismos que atuam simultaneamente. O primeiro tem sua ação direta no sangue através da neutralização do gás carbônico (CO2) pela hemoglobina, presente nas hemácias, e pelo bicarbonato (HCO3) circulante. O gás carbônico é resultante do metabolismo celular e responsável pela acidificação do sangue, quando em excesso.

Outra forma de controlar os níveis de CO2 no sangue é pela respiração. Ou seja, os pulmões podem alterar a excreção de CO2 conforme a necessidade de aumentar ou diminuir o pH sanguíneo.
Ainda, há a participação dos rins no processo de regulação do pH sanguíneo através do aumento ou diminuição da excreção de metabólitos ácidos na urina ou da reabsorção de bicarbonato pelo organismo.

O pH do sangue tem relação com o pH da urina?

A quantidade de metabólicos ácidos ou alcalinos excretada pelos rins junto com a urina influencia no pH urinário, que, diferentemente do pH sanguíneo, pode ser muito ácido ou muito alcalino, dependendo, por exemplo, do que foi ingerido na alimentação.

O metabolismo de proteínas (carnes, lácteos, ovos, etc) resulta em metabólitos ácidos, que são excretados na urina pela ação dos rins, aumentando, portanto, o pH urinário, enquanto o consumo de vegetais geralmente resulta na excreção de metabólitos alcalinos, como o potássio, deixando a urina mais alcalina.

Enquanto o pH da urina pode ser alterado de acordo com os alimentos ingeridos, o pH do sangue se mantém constante na sua faixa normal, de 7,35-7,45, pois os três sistemas de tamponamento do pH do sangue estão agindo simultaneamente.

A água alcalina é eficaz então?

Segundo diversos estudos, a alcalinidade da dieta, tanto dos alimentos como da água, não é capaz de alterar o pH sanguíneo. Ou seja, a água alcalina não apresenta benefícios diretos em relação ao pH do sangue, pois existem os sistemas de tamponamento.

Porém, os componentes alcalinos são imprescindíveis para promoção da saúde no geral, assim como os ácidos.

O mais recomendado é manter uma dieta balanceada livre de industrializados, que contemple todos os macro e micronutrientes que o corpo precisa para um bom funcionamento.[vc_row css=”.vc_custom_1478024067242{margin-right: 5px !important;padding-top: 15px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 25px !important;padding-left: 20px !important;background-color: #f1f5f8 !important;border-radius: 4px !important;}”][vc_column width=”1/6″ css=”.vc_custom_1467746880870{margin-right: -30px !important;}”][vc_single_image image=”13707″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_circle_2″ onclick=”custom_link”][/vc_column][vc_column width=”5/6″][vc_column_text]Dalcia Klimaczewski[/vc_column_text][vc_column_text]24 anos, comunicóloga e graduanda em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná. Adepta à nutrição comportamental, acredita que a saúde e o bem-estar são consequências do equilíbrio entre o corpo e a mente.

Dalcia Klimaczewski

Nutricionista

Formada em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pós-graduanda em Comportamento e Transtornos Alimentares pelo Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar (IPCAC).

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