Alimentação e suplementação na Síndrome de Down

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Por  Equipe Onique  |  Publicado em 21 de março de 2018 | Atualizado em 03 de agosto de 2018

O Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, tem como principal finalidade conscientizar as pessoas sobre a importância do combate ao preconceito, bem-estar e a inclusão dos portadores da síndrome na sociedade.

O Down, também chamado de trissomia do cromossomo 21, ocorre devido a presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células.

Entenda a trissomia

Os seres humanos têm, normalmente, 46 cromossomos em cada uma das células. Esses cromossomos são recebidos pelas células embrionárias dos pais, no momento da fecundação. Vinte e três vêm dos espermatozoides, fornecidos pelo pai, e os outros 23 vêm do óvulo da mãe.

Juntos, eles formam o ovo ou zigoto, a primeira célula de qualquer organismo. Essa célula, então, começa a se dividir, formando o novo organismo.

Os cromossomos carregam milhares de genes, que determinam todas as nossas características. Desses cromossomos, 44 são denominados regulares e formam pares (de 1 a 22). Os outros dois constituem o par de cromossomos sexuais – chamados XX no caso das meninas e XY no caso dos meninos.

Por que um bebê pode apresentar 47 cromossomos, em vez de 46?

Por alguma razão que ainda não foi cientificamente explicada, ou o óvulo feminino ou o espermatozoide masculino apresentam 24 cromossomos no lugar de 23, ou seja, um cromossomo a mais.

Ao se unirem aos 23 da outra célula embrionária, somam 47. Esse cromossomo extra aparece no par número 21. Por isso a síndrome de Down também é chamada de trissomia do 21.

A síndrome é a ocorrência genética mais comum que existe. Estima-se que para cada 700 crianças que nascem no mundo, uma apresente a Síndrome de Down, independentemente de raça, país, religião ou condição econômica da família.

Alimentação de crianças com síndrome de Down

Aprender a comer de forma saudável, desde os primeiros anos de vida, é fundamental para qualquer pessoa, e ainda mais importante no caso de crianças portadoras da Síndrome de Down. Isso porque elas nascem com hipotonia, característica genética que faz com que elas apresentem menor rigidez no corpo, ou seja, são mais “molinhas”. Como resultado, gastam menos energia do que outras crianças e podem apresentar tendência à obesidade ao longo da vida.

A hipotonia pode causar ainda constipação intestinal (prisão de ventre), uma vez que o tecido muscular do intestino grosso não consegue realizar os movimentos peristálticos com força o suficiente para expelir as fezes.

Consumir os alimentos certos pode ajudar a atenuar a constipação, assim como combater a tendência ao envelhecimento precoce, outra característica frequente em pessoas com Síndrome de Down.

A diferença entre apetite e gula deve ser trabalhada desde o início: o bebê deve comer até estar satisfeito, mas sem exageros. É importante acostumar a criança desde pequena a se alimentar de maneira saudável, evitando massas, gorduras e doces.

Alimentos que devem ser evitados

Tubérculos, como batata, cenoura e mandioca devem ser consumidos com moderação. Isso porque os tubérculos prendem o intestino, o que pode piorar o quadro de constipação.

Outros alimentos que devem ser evitados:

  • Farinha branca;
  • Açúcar;
  • Leite de vaca e derivados.

Alimentos que devem ser ingeridos

A ingestão de fibras, por meio de alimentos como laranja, mamão, pera e linhaça deve ser estimulada, pois facilita a evacuação.

É recomendado também o consumo de alimentos ricos em zinco e selênio, minerais que têm efeito anti-oxidante e reforçam o sistema imunológico.

O zinco está presente em todos os tipos de carne e oleaginosas (como nozes e castanhas). Já o selênio pode ser ingerido por meio de alimentos como sardinha e castanha-do-pará.

Pesquisas indicam que pessoas com síndrome de Down podem ser mais intolerantes à lactose e ao glúten, além de uma tendência ao hipotireoidismo. É importante levar a criança regularmente ao médico para verificar se existe alguma alteração relacionada a essas questões e, ajustar a dieta, caso seja necessário.

Outros alimentos que devem ser consumidos:

  • Verduras;
  • Frutas;
  • Farinha integral;
  • Arroz integral;
  • Quinua;
  • Chia;
  • Abacate;
  • Óleo de coco;
  • Azeite de oliva.

Suplementação na Síndrome de Down

O ideal é consumir todas as vitaminas por meio da alimentação, mas caso isso não seja possível, o pediatra ou nutricionista poderá indicar a necessidade de inserir alguns suplementos alimentares para melhorar a alimentação da criança. Tudo deverá ser dosado para a idade e o peso da criança e prescrito por um profissional. São exemplos de suplementos utilizados:

1. Ômega 3

O ômega 3 representa uma família de ácidos graxos essenciais (ácidos gordurosos) que não podem ser fabricados no nosso organismo. São divididos em três tipos: Ácido Alfa-Linolênico (ALA), Ácido Eicosapentaenoico (EPA) e o Ácido Docosahexaenoico (DHA).

O tipo mais indicado para portadoras da Síndrome de Down é o DHA pois possui ação antioxidante e é o ácido graxo mais benéfico para a saúde do cérebro. Dentre os benefícios deste tipo de ácido graxo está o apoio ao desenvolvimento cerebral através do aumento da cognição e conexões entre os neurônios, beneficiando a memória, atenção e raciocínio.

2. Antioxidantes

Um dos genes localizados no cromossomo 21 do portador da Síndrome de Down é responsável pela fabricação de radicais livres, que provocam oxidação das células cerebrais e do corpo.

Pesquisas revelam que cérebros de pessoas com Down se assemelham muito com o cérebro de pessoas com Alzheimer: com placas oxidadas. Alzheimer’s é doença degenerativa do cérebro que também está associada a genes localizados no cromossomo 21.

A fim de evitar esse processo de excesso de oxidação celular, recomenda-se enriquecer a alimentação dos portadores da Síndrome de Down com substâncias antioxidantes, tais como vitamina C, vitamina E e suplementos: curcumin, enzima CQ10, PQQ (pyrroloquinolina quinona), entre outros.

3. Multivitamínicos

A maior parte das pessoas com Síndrome de Down apresenta baixos níveis de vitaminas e minerais, tais como zinco, vitamina B12 e selênio. Suplementos são recomendados quando há um grande déficit nutricional destes nutrientes, identificados em exame de sangue.

4. Probióticos e glutamina

Crianças com Síndrome de Down tendem a apresentar desequilíbrio da microbiota intestinal em decorrência da constipação e, é aí que entram os probióticos e a glutamina, muito utilizados para equilibrar a flora intestinal e melhorar digestão e absorção de nutrientes.[vc_row css=”.vc_custom_1478024067242{margin-right: 5px !important;padding-top: 15px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 25px !important;padding-left: 20px !important;background-color: #f1f5f8 !important;border-radius: 4px !important;}”][vc_column width=”1/6″ css=”.vc_custom_1467746880870{margin-right: -30px !important;}”][vc_single_image image=”12514″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_circle_2″ onclick=”custom_link” link=”https://oniquenutrition.com/blog/sobre/”][/vc_column][vc_column width=”5/6″]

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