Banha de porco: melhor do que os óleos vegetais

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Por  Dalcia Klimaczewski  |  Nutricionista - CRN 8 12426 Publicado em 28 de março de 2017 | Atualizado em 03 de agosto de 2018

Antigamente, na época dos seus avós ou bisavós, a banha de porco era a principal fonte de gordura utilizada nas preparações culinárias, principalmente nas frituras. A famosa comida de vó.

O uso da banha de porco, apesar desta ser uma boa fonte de gorduras saturadas, era acompanhado de um baixo número de casos de doenças cardiovasculares na época.

Junto com a introdução dos alimentos industrializados e dos óleos vegetais no mercado, como o de soja e de girassol, o número de ataques cardíacos foi aumentando, chegando a 30 mil casos na década de 60, segundo estudos.

Atualmente, as doenças cardiovasculares são apontadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal causa de mortes no mundo. Segundo estimativas da OMS, 17,5 milhões de pessoas morreram por doenças cardiovasculares em 2012, representando 31% de todas as mortes em nível global.

Veja porque isso está acontecendo.

Oferta de gorduras

Os óleos vegetais, como o de soja, girassol e milho, apresentam maior proporção de ácidos graxos insaturados, que são mais indicados para consumo. Porém, quanto maior o número de insaturações, mais rapidamente acontece a deterioração desses óleos.

Para reverter esta situação, a indústria faz o processamento dos óleos vegetais e acrescenta aditivos antioxidantes a eles, aumentando seu tempo de prateleira. Além disso, a maioria dos óleos vegetais presentes no mercado são derivados de produtos transgênicos, sendo que a segurança alimentar desses produtos ainda não foi confirmada cientificamente.

Dessa forma, os óleos vegetais ofertados no mercado não apresentam tantos benefícios à saúde como deveriam e, ainda, podem ter contribuído com o aumento verificado na incidência de doenças cardiovasculares.

Além disso, tem-se no mercado uma enorme variedade de produtos industrializados que contêm em suas formulações quantidades significantes de gordura hidrogenada, principal fonte de gordura trans, responsável por desencadear doenças cardiovasculares pelo aumento do colesterol LDL e decréscimo do colesterol HDL.

Torna-se necessário, então, começar a reconsiderar se é a gordura saturada presente na banha de porco, geralmente associada com a incidência de doenças cardiovasculares, a responsável pelos prejuízos à saúde da população nos dias atuais.

Saiba um pouco mais sobre a banha de porco.

A banha de porco resiste a altas temperaturas

Os óleos vegetais, ao serem submetidos à altas temperaturas, como no caso de frituras em imersão, liberam substâncias tóxicas e cancerígenas, como a acroleína, cetonas, aldeídos e peróxidos.

Essas substâncias podem causar câncer, artrite e o envelhecimento precoce, além das doenças cardiovasculares.

Já a banha de porco, por conter maior proporção de gordura saturada, é mais resistente às altas temperaturas, reduzindo a produção dessas substâncias maléficas ao organismo.

Porque preferir a banha de porco

Apesar de a banha de porco conter gorduras saturadas, seu consumo é indicado em preferência aos óleos vegetais.

A banha de porco caseira não passa por nenhum tipo de processamento pela indústria sendo, portanto, natural. Dessa forma, também não contém gorduras trans.

Um estudo comparando o consumo de banha de porco com o de óleo de soja, demonstrou que houve um aumento maior da taxa de HDL, o colesterol bom, quando consumida a banha de porco.

Além disso, a banha de porco é mais resistente à oxidação e pode ser aquecida a altas temperaturas sem liberar substâncias tóxicas ao organismo, diminuindo os prejuízos à saúde.

Comida de verdade

Se resgatarmos os princípios da alimentação dos séculos passados, quando havia o consumo moderado de banha de porco junto com uma alimentação balanceada com comida de verdade, possivelmente haveria uma redução impactante na incidência de doenças cardiovasculares e também de outras doenças crônicas, como a obesidade, diabetes e câncer.[vc_row css=”.vc_custom_1478024067242{margin-right: 5px !important;padding-top: 15px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 25px !important;padding-left: 20px !important;background-color: #f1f5f8 !important;border-radius: 4px !important;}”][vc_column width=”1/6″ css=”.vc_custom_1467746880870{margin-right: -30px !important;}”][vc_single_image image=”13707″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_circle_2″ onclick=”custom_link”][/vc_column][vc_column width=”5/6″][vc_column_text]Dalcia Klimaczewski[/vc_column_text][vc_column_text]24 anos, comunicóloga e graduanda em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná. Adepta à nutrição comportamental, acredita que a saúde e o bem-estar são consequências do equilíbrio entre o corpo e a mente.

Dalcia Klimaczewski

Nutricionista

Formada em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pós-graduanda em Comportamento e Transtornos Alimentares pelo Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar (IPCAC).

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