Diabesidade: um combo de doenças crônicas

Compartilhe esse artigo!
Por  Dalcia Klimaczewski  |  Nutricionista - CRN 8 12426 Publicado em 07 de setembro de 2017 | Atualizado em 03 de agosto de 2018

Diabesidade é o termo utilizado para designar a junção de duas doenças crônicas não transmissíveis que estão ganhando cada vez mais espaço entre a população: a diabetes mellitus tipo 2 e a obesidade.

Essas doenças não possuem uma única origem, sendo fruto de diversos fatores ambientais, como alimentação, atividade física e tabagismo, e de fatores genéticos que predispõem as pessoas a desenvolverem a obesidade e, por consequência, a diabetes mellitus tipo 2.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, sendo que para o ano de 2025 tem-se a projeção de que cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e, mais de 700 milhões, obesos.

Em consequência disso, aumentarão também os casos de diabetes, sendo que a projeção é de que, em 2030, haja cerca de 438 milhões de diabéticos no mundo, segundo dados da OMS.

Possíveis causas da diabesidade

A má alimentação, somada aos hábitos sedentários e à predisposição genética, são os principais fatores para desencadear a obesidade, visto que atualmente há muita disponibilidade de alimentos prontos e industrializados, que contêm excessos de gorduras, sódio e açúcares, e a prática de atividades físicas vem diminuindo devido ao advento das máquinas e novas tecnologias, que suprem a necessidade de realizar esforço físico.

Este excesso de gordura corporal provoca a resistência à insulina, que é o hormônio responsável pela captação da glicose pelos tecidos, e diminui a tolerância à glicose, fazendo com que esta fique com alta concentração no sangue.

E assim, com o passar dos anos, as pessoas obesas acabam desenvolvendo a diabetes mellitus tipo 2 que, se não diagnosticada e tratada a tempo, pode levar à diversas complicações crônicas irreversíveis, como neuropatias, nefropatias, retinopatias, infarto agudo do miocárdio, acidentes vasculares e infecções recorrentes. Além disso, o pâncreas pode parar de produzir insulina conforme a progressão da doença, tornando a diabetes tipo 2 insulinodependente.

Diabesidade: como evitar esse combo

Para evitar ou tratar a diabesidade, são necessárias intervenções no comportamento e estilo de vida, principalmente com a inclusão da prática regular da atividade física e de uma alimentação equilibrada.

Estudos comprovam que a prática de atividade física tem sido eficaz no controle glicêmico, na melhora da sensibilidade à insulina e na tolerância à glicose. E, quanto à alimentação, recomenda-se a introdução de alimentos com carboidratos complexos ao invés dos simples, junto com o consumo de fibras, para que a glicose seja liberada de forma mais lenta na corrente sanguínea.

Portanto, apesar de haver predisposição genética para obesidade e diabetes, os fatores ambientais, que podem ser controlados, são cruciais para prevenir o desenvolvimento dessas doenças crônicas.

Quer saber mais? Clique nos links abaixo e conheça nossos Cursos sobre os temas:

Nutrição na Obesidade

Nutrição na Diabetes[vc_row css=”.vc_custom_1478024067242{margin-right: 5px !important;padding-top: 15px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 25px !important;padding-left: 20px !important;background-color: #f1f5f8 !important;border-radius: 4px !important;}”][vc_column width=”1/6″ css=”.vc_custom_1467746880870{margin-right: -30px !important;}”][vc_single_image image=”13707″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_circle_2″ onclick=”custom_link”][/vc_column][vc_column width=”5/6″][vc_column_text]Dalcia Klimaczewski[/vc_column_text][vc_column_text]24 anos, comunicóloga e graduanda em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná. Adepta à nutrição comportamental, acredita que a saúde e o bem-estar são consequências do equilíbrio entre o corpo e a mente.

Dalcia Klimaczewski

Nutricionista

Formada em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pós-graduanda em Comportamento e Transtornos Alimentares pelo Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar (IPCAC).

Não perca mais nenhum post!

Assine nosso blog e receba novos posts diretamente em seu e-mail.