Gordura saturada ou carboidratos refinados: qual é o verdadeiro vilão?

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Por  Equipe Onique  |  Publicado em 13 de julho de 2017 | Atualizado em 03 de agosto de 2018

A gordura saturada veio sendo retirada da alimentação da maioria das pessoas pela mudança que ocorreu nas últimas décadas nos padrões estabelecidos pela sociedade, principalmente pela mídia, do que é certo ou errado comer para manter a saúde.

Isto tem acontecido pelo fato de alguns estudos antigos associarem o consumo de gorduras saturadas, especialmente as de origem animal, como a gordura da carne vermelha e a manteiga, com o aumento do risco de doenças cardiovasculares.

A gordura saturada de origem vegetal, como a do óleo de coco, também tem sido condenada erroneamente ultimamente, apesar de vários estudos confirmarem os efeitos benéficos dos ácidos graxos de cadeia média presentes neste óleo.

Dessa forma, houve uma diminuição do consumo deste macronutriente, sendo então substituído pelos carboidratos, principalmente pelos refinados ou simples, de rápida absorção pelo organismo.

Porém, estudos recentes têm demonstrado que a gordura saturada não é o vilão da alimentação e, ainda, que o alto consumo de carboidratos refinados é que tem sido associado com a maior ocorrência de doenças cardiovasculares.

Gordura saturada x Carboidratos refinados

Estudos mostram que substituir a gordura saturada por carboidratos não traz benefícios para redução do risco cardiovascular, particularmente pelo fato de os carboidratos consumidos pela população em geral serem refinados e ricos em açúcar, destacando-se o alto consumo de alimentos industrializados.

O risco cardiovascular derivado do consumo de carboidratos refinados está associado com a elevação dos triglicerídeos, sobretudo as lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL), causado pelo consumo excessivo deste macronutriente.

Em contrapartida, dietas que contemplam carboidratos complexos com elevado teor de fibras têm sido associadas com a redução do risco cardiovascular, pois estes são absorvidos mais lentamente pelo organismo e as fibras neles presentes colaboram com a diminuição do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.

Já em relação à gordura, o verdadeiro vilão é a gordura trans, também conhecida como gordura hidrogenada. Ela é responsável por aumentar os níveis de colesterol LDL, que está relacionado à incidência de doenças cardiovasculares, como a aterosclerose. Além disso, ela contribui com a diminuição dos níveis de colesterol HDL, conhecido como colesterol bom pelo fato de fazer o caminho reverso do colesterol LDL no corpo, levando-o para ser metabolizado no fígado.

Portanto, não é necessário banir a gordura saturada da sua alimentação, pois o seu consumo moderado não apresenta riscos à saúde, podendo até ser benéfica, enquanto o consumo excessivo de carboidratos pode aumentar a ocorrência de doenças cardiovasculares.[vc_row css=”.vc_custom_1478024067242{margin-right: 5px !important;padding-top: 15px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 25px !important;padding-left: 20px !important;background-color: #f1f5f8 !important;border-radius: 4px !important;}”][vc_column width=”1/6″ css=”.vc_custom_1467746880870{margin-right: -30px !important;}”][vc_single_image image=”13707″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_circle_2″ onclick=”custom_link”][/vc_column][vc_column width=”5/6″][vc_column_text]Dalcia Klimaczewski[/vc_column_text][vc_column_text]24 anos, comunicóloga e graduanda em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná. Adepta à nutrição comportamental, acredita que a saúde e o bem-estar são consequências do equilíbrio entre o corpo e a mente.

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