Os perigos dos inibidores de apetite

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Por  Dalcia Klimaczewski  |  Nutricionista - CRN 8 12426 Publicado em 08 de agosto de 2017 | Atualizado em 03 de agosto de 2018

Recentemente foi sancionada a lei que permite a comercialização dos inibidores de apetite no Brasil, também conhecidos por anorexígenos. Foi liberado o consumo das substâncias sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol mediante prescrição médica.

Esses medicamentos são geralmente usados para tratar a obesidade, principalmente em casos extremos, em que a saúde está sendo comprometida pela presença dessa doença crônica.

Com suas propriedades farmacológicas, os inibidores de apetite realmente apresentam o efeito desejado, resultando em uma diminuição da ingestão de alimentos e uma consequente redução de peso.

Mas até que ponto o uso de medicamentos como estes é saudável? Pois, além de possuir efeitos colaterais, os inibidores de apetite podem causar dependência nos seus usuários.

Consequências do uso dos inibidores de apetite

Estudos científicos demonstraram que o uso contínuo de inibidores de apetite pode causar alguns efeitos colaterais, como arritmias cardíacas, alterações no humor, distúrbios do sono (sonolência ou insônia, dependendo do medicamento utilizado), boca seca, constipação, entre outros.

Além disso, as pessoas que fazem uso destes medicamentos podem tornar-se dependentes, ou seja, precisarão dos inibidores de apetite pelo resto de suas vidas para conseguirem controlar o apetite e manter a redução de peso.

Desse modo, após a suspensão do uso dos inibidores de apetite ao fim do tratamento da obesidade, é bem provável que o problema volte a existir, causando o famoso “efeito sanfona”.

Os maus hábitos persistem

Os maus hábitos alimentares e de atividade física que levaram à obesidade continuarão existindo após a suspensão do uso dos inibidores de apetite. Então, sem o efeito destas substâncias farmacológicas, a ingestão de alimentos voltará a ser como era antes e levará ao consequente aumento de peso, podendo resultar, às vezes, em um quadro clínico de obesidade pior do que o encontrado no início do tratamento.

Portanto, apesar de serem aliados do tratamento da obesidade pelos resultados satisfatórios na perda de peso, os inibidores de apetite apenas ocultam o problema ao invés de resolvê-lo.

Para o tratamento da obesidade, de modo que a doença não volte a existir, deve ser trabalhada a mudança dos hábitos alimentares, pois através de uma alimentação saudável contínua os resultados na perda de peso serão duradouros.[vc_row css=”.vc_custom_1478024067242{margin-right: 5px !important;padding-top: 15px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 25px !important;padding-left: 20px !important;background-color: #f1f5f8 !important;border-radius: 4px !important;}”][vc_column width=”1/6″ css=”.vc_custom_1467746880870{margin-right: -30px !important;}”][vc_single_image image=”13707″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_circle_2″ onclick=”custom_link”][/vc_column][vc_column width=”5/6″][vc_column_text]Dalcia Klimaczewski[/vc_column_text][vc_column_text]24 anos, comunicóloga e graduanda em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná. Adepta à nutrição comportamental, acredita que a saúde e o bem-estar são consequências do equilíbrio entre o corpo e a mente.

Dalcia Klimaczewski

Nutricionista

Formada em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pós-graduanda em Comportamento e Transtornos Alimentares pelo Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar (IPCAC).

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