Conheça a nova proteína do trigo que pode agravar doenças inflamatórias

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Por  Dalcia Klimaczewski  |  Nutricionista - CRN 8 12426 Publicado em 08 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 03 de agosto de 2018

Uma nova proteína descoberta no trigo, conhecida como inibidoras da amilase e da tripsina (ATI’s), foi apontada por estudos recentes, como o gatilho para desencadear a sensibilidade ao glúten não celíaco, ou seja, quando a doença celíaca e a alergia ao glúten são descartadas pelo diagnóstico, mas o paciente apresenta sintomas similares a estes distúrbios.

As ATI’s compõem cerca de 4% das proteínas do trigo e são altamente resistentes às proteases, enzimas presentes no intestino responsáveis por digerir proteínas.

De acordo com as pesquisas, a nova proteína do trigo aumenta a atividade de células do sistema imune na mucosa intestinal, como os monócitos e macrófagos, intensificando os sintomas de doenças inflamatórias preexistentes no organismo.

Como essa proteína do trigo me afeta?

Por exemplo, se você já sofre de doença inflamatória intestinal é melhor evitar ou diminuir a quantidade de trigo da sua alimentação, pois as ATI’s potencializam a resposta imune do corpo piorando o quadro inflamatório.

Outras doenças que podem ser agravadas pelo consumo dessas proteínas são artrite reumatoide, tireoidite de Hashimoto (hipotireoidismo), hepatite autoimune, lúpus, esteatose hepática e asma.

Saiba como prevenir

Para diminuir o consumo de trigo e, consequentemente, das ATI’s, recomenda-se substituir a farinha de trigo por outros tipos nas preparações culinárias.

A farinha de trigo pode ser substituída por:

  • farinha de arroz, rica em aminoácidos essenciais e tem sabor suave;
  • farinha de amêndoas, possui muitos minerais, fibras, vitaminas e antioxidantes, mas deve ser consumida com moderação, devido ao seu alto valor calórico;
  • farinha de linhaça, que é fonte de ômega 3, tem potencial anti-inflamatório e restaura o sistema imunológico. Mas, devido ao seu gosto intenso, recomenda-se adicioná-la a outras farinhas ao invés de substituir completamente.

Mas lembre-se, qualquer restrição absoluta a algum nutriente deve ter acompanhamento nutricional profissional.[vc_row css=”.vc_custom_1478024067242{margin-right: 5px !important;padding-top: 15px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 25px !important;padding-left: 20px !important;background-color: #f1f5f8 !important;border-radius: 4px !important;}”][vc_column width=”1/6″ css=”.vc_custom_1467746880870{margin-right: -30px !important;}”][vc_single_image image=”13707″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_circle_2″][/vc_column][vc_column width=”5/6″][vc_column_text]Dalcia Klimaczewski[/vc_column_text][vc_column_text]24 anos, comunicóloga e graduanda em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná. Adepta à nutrição comportamental, acredita que a saúde e o bem-estar são consequências do equilíbrio entre o corpo e a mente.

Dalcia Klimaczewski

Nutricionista

Formada em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pós-graduanda em Comportamento e Transtornos Alimentares pelo Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar (IPCAC).

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