A restrição de carboidratos pode afetar a performance física?

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Por  Dalcia Klimaczewski  |  Nutricionista - CRN 8 12426 Publicado em 26 de setembro de 2017 | Atualizado em 03 de agosto de 2018

Restrição de carboidratos x performance física: entenda até que ponto a baixa ingestão de carboidratos pode prejudicar a prática esportiva

A performance física varia de indivíduo para indivíduo, pois sofre influência de diversos fatores, como a genética, idade, sexo, tipo de esporte, e, principalmente, pela composição corporal e a alimentação e nutrição do atleta.

Nesse cenário, muito se tem ouvido falar da dieta low carb, que tem como princípio fundamental reduzir ao máximo o consumo de carboidratos e aumentar a quantidade de gorduras e proteínas na alimentação, com o objetivo principal de emagrecimento. Porém, esta mudança drástica na alimentação, apesar de reduzir o peso, acaba afetando a performance física.

Estudos têm mostrado que a restrição de carboidratos pode afetar a performance física de maneira negativa, pois altera a liberação do hormônio insulina, que é anabólico, e restringe o fornecimento de energia rápida, característica dos carboidratos, obrigando o corpo a buscar outras fontes, como as proteínas dos músculos.

Alteração na síntese proteica

A insulina é um hormônio anabólico liberado pelo pâncreas na presença de glicose no sangue. Ela atua evitando a proteólise, ou seja, a quebra das proteínas, e, ainda, pode auxiliar na estimulação da síntese proteica.

Assim, ao restringir-se o consumo de carboidratos (low carb), diminui-se a secreção diária de insulina plasmática. Essa restrição, combinada com um consumo maior de proteínas, também pode diminuir a secreção de hormônio do crescimento (GH) e dos fatores semelhantes à insulina (IGF-1), que também fazem parte do estímulo para a síntese proteica.

Energia x performance física

As reservas de carboidrato no corpo são muito reduzidas, podendo ser esgotadas ao final de um simples exercício físico. Por isso, é importante consumir carboidrato da dieta, pois esse macronutriente é o combustível chave para manter o cérebro e o sistema nervoso central funcionando e, ainda, é uma fonte de energia versátil para o trabalho muscular devido à suas duas possibilidades de utilização: anaeróbica e oxidativa.

Além disso, o metabolismo dos carboidratos oferece vantagens sobre o da gordura, pois fornece um maior rendimento de ATP (adenosina trifosfato), que é a molécula final do metabolismo responsável por fornecer a energia ao organismo.

Ainda, há evidências significativas de que a performance em exercícios prolongados ou intermitentes e de alta intensidade é melhor quando mantém-se a disponibilidade de carboidratos alta, combinando-se as reservas de glicogênio com a glicose vinda da dieta. Enquanto isso, estudos mostram que o esgotamento das reservas de glicogênio está associado à fadiga, o que reduz o trabalho muscular e prejudica a concentração, exigindo maior esforço do atleta.

Portanto, a restrição de carboidratos pode não ser uma boa estratégia para todos. Mas, apesar das evidências, deve-se consultar um nutricionista para que ele faça uma avaliação individualizada para cada pessoa, pois a alimentação adequada depende do perfil metabólico da pessoa e das suas estratégias pessoais e desportivas.

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Dalcia Klimaczewski

Nutricionista

Formada em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pós-graduanda em Comportamento e Transtornos Alimentares pelo Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar (IPCAC).

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